O Ministério da Saúde (MS) iniciou a substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS) para públicos específicos. A medida tem como objetivo ampliar o acesso a um tratamento mais moderno para pessoas com diabetes, proporcionando maior estabilidade no controle da glicemia e reduzindo a quantidade de aplicações diárias.
Até esta terça-feira (21), o governo federal informou que distribuiu cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para estados de todo o Brasil. No Tocantins, serão destinados 2.153 tubetes do medicamento, além de 588 canetas reutilizáveis que serão utilizadas na aplicação.
A substituição será destinada, nesta etapa, a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e a pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. O fornecimento ocorrerá mediante avaliação clínica e prescrição médica.
A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada que, na maioria dos casos, exige apenas uma aplicação por dia. Em comparação, outros esquemas terapêuticos podem demandar até três aplicações diárias. Segundo o Ministério da Saúde, a mudança contribui para um controle mais estável dos níveis de glicose no sangue, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão ao tratamento, proporcionando mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.
No Tocantins, a distribuição da insulina glargina será realizada por meio da rede pública de saúde, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Os tubetes e as canetas reutilizáveis serão encaminhados às unidades responsáveis pela assistência farmacêutica para atendimento dos pacientes que se enquadram nos critérios definidos pelo programa.
Para ter acesso ao medicamento, os pacientes tocantinenses que fazem parte dos grupos contemplados devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada. No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também poderão solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina na unidade de saúde.
A oferta da insulina glargina ocorrerá em Unidades Básicas de Saúde de todo o país e faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso a tratamentos considerados mais eficazes e seguros para pessoas com diabetes atendidas pelo SUS.
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