A ponte sobre o Rio Tocantins, localizada no km 163 da BR-235, entre os municípios de Pedro Afonso e Tupirama, terá que ser totalmente reconstruída. A decisão foi confirmada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) após a conclusão de um laudo técnico que identificou danos estruturais irreversíveis na obra, inaugurada em dezembro de 2007 e construída ao custo de R$ 92,7 milhões.
Segundo o Dnit, os problemas encontrados impedem qualquer tipo de recuperação capaz de garantir a segurança dos usuários da rodovia. A conclusão foi baseada em testes realizados entre os dias 8 e 10 de julho e em análises laboratoriais conduzidas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo.
Durante os ensaios de carga, caminhões que somavam 360 toneladas foram posicionados sobre a estrutura. Os sensores instalados na ponte apontaram que, após a retirada do peso, ela não retornou à posição original, indicando deformações permanentes nos pilares e nas fundações.
As análises do concreto revelaram a presença de duas patologias químicas: a reação álcali-agregado e a formação de etringita tardia. Segundo o Dnit, esses processos provocaram um desgaste definitivo nas fundações, tornando inviável uma reforma.
Diante do resultado, o órgão informou que seguirá as diretrizes do Programa de Reabilitação de Obras de Arte Especiais (Proarte), que determina a reconstrução completa da estrutura quando não há condições técnicas para recuperação.
Obra foi inaugurada em 2007
Batizada oficialmente de Ponte Prefeito Leôncio Miranda, a travessia foi inaugurada em dezembro de 2007 com o objetivo de substituir o transporte por balsas e fortalecer o escoamento da produção agroindustrial da região do Matopiba.
Com 1.060 metros de extensão e 24 pilares, a ponte era considerada, na época, a maior do Tocantins. A estrutura integra a BR-235 e faz a ligação entre o Tocantins, Pará e Maranhão, sendo um dos principais corredores para o transporte de grãos destinados ao mercado interno e à exportação.
De acordo com registros do Governo do Tocantins, a obra recebeu investimento total de R$ 92,7 milhões. O governo estadual aplicou R$ 30 milhões em 2005 e outros R$ 30 milhões em 2006, enquanto a União complementou os recursos necessários para a conclusão da construção.
Ponte permanece interditada
A interdição começou em 21 de maio de 2026, após inspeções identificarem problemas estruturais nos pilares. Inicialmente, apenas veículos com carga superior a quatro toneladas foram impedidos de passar, mas o bloqueio foi ampliado para todos os veículos por medida preventiva.
O Dnit informou que a ponte permanecerá fechada e que uma nova avaliação será realizada dentro de 15 dias para verificar a possibilidade de liberar, de forma restrita, a passagem de carros e motocicletas. A medida, no entanto, dependerá da execução de intervenções de segurança.
A fiscalização no trecho segue sob responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Impactos na região
A interdição afeta diretamente um dos principais corredores logísticos do Tocantins, utilizado para o escoamento da produção agroindustrial do Matopiba.
Com os impactos provocados pelo fechamento da rodovia, a Prefeitura de Pedro Afonso decretou situação de emergência por 180 dias. Como medida temporária, o Governo do Tocantins autorizou uma operação emergencial de balsas para manter a travessia entre Pedro Afonso e Tupirama.
Enquanto a reconstrução não é iniciada, os motoristas devem utilizar a rota alternativa indicada pelo Dnit:
- Seguir pela BR-153 até Guaraí;
- Acessar a TO-239 em direção a Tupiratins e realizar a travessia por balsa para Itapiratins;
- Prosseguir pela TO-239 passando por Itacajá até a BR-010;
- Seguir pela BR-010 até Santa Maria do Tocantins e acessar a TO-010 em direção a Pedro Afonso.
Tem algo para contar? 🚨 Sua história pode virar notícia! Fale com a nossa redação pelo WhatsApp (63) 9 9274-5503 ou envie um e-mail para [email protected]













