A secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira (17). A saída foi oficializada por meio de ato publicado no Diário Oficial do Município.
Conforme o documento, a exoneração ocorreu a pedido da própria gestora e passa a valer a partir da data da publicação. A decisão ocorre uma semana após a secretária ser presa preventivamente durante uma nova fase da Operação Falsa Emergência, conduzida pela Polícia Civil do Tocantins.
A investigação apura supostas irregularidades relacionadas à contratação da entidade responsável pela gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul de Palmas. Segundo a Polícia Civil, a operação busca esclarecer possíveis crimes contra a administração pública, associação criminosa, falsidade documental e lavagem de capitais.
Além de Dhieine Caminski, o então superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, também deixou o cargo. A exoneração dele foi publicada no Diário Oficial do Município na terça-feira (16), igualmente a pedido.
Andreis Vicente foi um dos alvos dos mandados de prisão preventiva cumpridos pela Polícia Civil durante a segunda fase da Operação Falsa Emergência. De acordo com a decisão judicial, ele é investigado no mesmo procedimento que apura a contratação da entidade responsável pela administração das UPAs da capital.
As prisões da secretária, do superintendente e da representante da entidade contratada marcaram um dos principais desdobramentos da investigação iniciada em maio deste ano. Na primeira fase da operação, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão para coletar documentos e informações relacionados ao contrato firmado para a gestão das unidades de saúde.
Até o momento, a Prefeitura de Palmas não anunciou quem assumirá de forma definitiva o comando da Secretaria Municipal de Saúde após a saída da titular.
As investigações seguem em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil e com acompanhamento do Ministério Público do Tocantins.
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