O churrasqueiro que se tornou dono da churrascaria: Conheça a história de Alemão, empresário da região sul de Palmas

Depois de 11 anos atuando como churrasqueiro, em 2019, veio a grande oportunidade de sua vida: comprar a churrascaria onde trabalhava.

“O empregado que virou patrão”, se algum dia a história de vida do empresário Bruno Passiane Ribeiro, carinhosamente conhecido por amigos e clientes como Alemão, for escrita em um livro ou virar filme, este poderá ser o título da sua história: O empregado que virou patrão. Alemão tem apenas 29 anos de idade, trabalha desde os 15 e há três anos deixou de ser churrasqueiro e garçom para se tornar dono da empresa onde trabalhava.

HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

Alemão é um empresário bem-sucedido, proprietário da churrascaria mais frequentada da região sul de Palmas, a Churrascaria Picanha Dourada, localizada na Avenida Tocantins, principal centro comercial de Taquaralto. Mas por trás do empreendedor de sucesso há uma história de muita luta e superação.

ORIGEM HUMILDE

O segundo filho de cinco irmãos, Alemão é natural de São Paulo, nascido em Carapicuíba, é de uma família humilde, seu pai era motorista e a sua mãe auxiliar de serviços gerais. Migrou para o Tocantins em busca de uma vida melhor. Aos 14 anos veio morar com a avó na capital tocantinense. Como grande parte dos jovens brasileiros de família carente, começou a trabalhar bem cedo.

SIMPLICIDADE

Apesar do sucesso como empresário, Alemão conserva os mesmos hábitos simples e as amizades de antes. Uma de suas paixões é um carro Monzan ano 1989, que ganhou de presente do ex-patrão para ajudar no transporte das mercadorias que eram compradas para a churrascaria. Antes o transporte era feito com uma moto debaixo de muita chuva e sol. Alemão não vende o seu Mozan 89 por dinheiro nenhum. ‘É um carro que eu não desfaço, não vendo, num dou, não empresto. É um carro que pra mim foi um presente’, disse Alemão.

A GRANDE OPORTUNIDADE

Quando criança, Alemão sonhava crescer e se tornar policial militar. Aos 18 anos ingressou nas forças armadas. Serviu por dois anos no exército. Logo que cumpriu o serviço militar começou a trabalhar em uma churrascaria. Depois de 11 anos atuando como churrasqueiro, em 2019, veio a grande oportunidade de sua vida: comprar a churrascaria onde trabalhava. Mas faltava o principal: dinheiro para adquirir o empreendimento.

AUMENTA NÚMERO DE PESSOAS QUE QUEREM EMPREENDER, SEGUNDO PESQUISA

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae com o Instituto Brasileiro de Qualidade e produtividade (IBPQ), no ano de 2020, mostrou que o Brasil teve um crescimento de 75% na taxa de empreendedorismo potencial. Essa taxa mede a quantidade de pessoas que querem abrir seu próprio negócio, mas não tiram o projeto do papel. Os motivos para não empreender são vários. Inclusive a falta de dinheiro. Que era justamente um dos problemas do Alemão para começar ter seu próprio negócio: a falta de recursos.

 
O EX-PATRÃO

O patrão enxergou em Alemão um potencial empreendedor: “meu ex-patrão iria mudar de cidade e teria que se desfazer da churrascaria e perguntou se eu queria comprar. Claro que eu queria fechar o negócio, mas não tinha o valor de 120 mil reais para pagar. Na verdade eu não tinha um real sobrando para comprar a churrascaria”. Declarou Alemão. Mas por ser um funcionário eficiente e honesto, com capacidade de liderança e bom relacionamento com seus colegas de trabalho, o patrão confiou e decidiu lhe vender a churrascaria fiado. “Ele me vendeu a churrascaria e uma moto para que eu pagasse só depois que começasse a fazer o negócio funcionar, a ter lucro. Tenho meu ex-patrão como um pai. Pois ele confiou em mim e me deu a oportunidade da minha vida e graças a Deus eu soube aproveitar a oportunidade”. Disse.

40% DOS RESTAURANTES FECHARAM DURANTE A PANDEMIA

Um mês depois de fechar o negócio e se tornar empresário, veio a primeira adversidade: a pandemia. Para cumprir as medidas restritivas para conter o avanço da Covid19, os restaurantes tiveram que fechar as portas. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), estima-se que 40% dos restaurantes especializados em comida a quilo fecharam no país devido à crise econômica causada pela pandemia de covid-19. O Brasil tinha cerca de 200 mil estabelecimentos desse tipo, e a estimativa atual é de que esse número tenha caído para 120 mil.

SE REINVENTANDO NA PADEMIA

A churrascaria do Alemão está entre empreendimentos que conseguiram sobreviver à crise financeira desencadeada pela pandemia da covid-19. Para evitar falência, Alemão se reinventou: “para não fechar as portas passei a vender marmita em frente a churrascaria durante a pandeia. Vendia em média trezentas marmitas por dia e assim consegui manter o meu negócio ativo durante a pandemia e consegui quitar a dívida da venda da churrascaria e da moto”.

Foto: Alemão com dois dos seus funcionários.
O SONHO REALIZADO

Bruno (Alemão) tem tanto orgulho do seu sonho realizado que decidiu tatuar a logomarca da sua empresa no braço. A sua churrascaria emprega hoje nove funcionários, e muitos desses funcionários foram seus colegas de trabalho desde o tempo que ele era churrasqueiro. “Trabalhamos juntos na época que eu era churrasqueiro, mais do que meus funcionários as pessoas que trabalham comigo são minhas amigas”. Disse Alemão. Os funcionários da empresa de Alemão se inspiram na história de vida do chefe para quem sabe um dia, também, terem seu próprio negócio.

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