Em sessão do Tribunal do Júri realizada nesta terça-feira, 19, em Palmas, o Conselho de Sentença acatou as teses de acusação do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e condenou o réu Lupercínio Gomes da Silva pelo homicídio de Vanderlan Ribeiro dos Santos. O crime, praticado em 2015, foi motivado por questões relacionadas a dívida de entorpecentes e à participação do réu e da vítima em uma facção criminosa.
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Lupercínio, que tem 26 anos de idade, foi condenado a pena de 12 anos de reclusão. Ele já se encontrava preso preventivamente na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas.
Conforme foi narrado pela acusação, o crime ocorreu em um bar na região Sul de Palmas, praticado por motivo torpe. Lupercínio agiu por estar contrariado com Vanderlan, em razão do não pagamento de uma dívida de drogas e também pelo fato de que a vítima estava de saída do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção à qual os dois eram vinculados. Ao encontrar Vanderlan no bar, Lupercínio aproximou-se dele e efetuou os disparos de arma de fogo que causaram sua morte.
A sessão do Tribunal do Júri desta terça-feira foi a primeira da temporada de 2021, uma vez que as sessões em Palmas estavam suspensas desde 2020, em razão da pandemia. A temporada irá até 16 de dezembro e contará com mais 24 júris.
A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça André Ramos Varanda. Na sessão, ele registrou homenagens ao promotor Lucídio Bandeira Dourado, que antes de se aposentar atuava na Promotoria do Júri da Capital e que faleceu em junho de 2021, em decorrência de Covid-19.