15 de julho de 2024 18:20

Economia

Governo do Estado reúne com multinacional de frigoríficos para discutir implantação de desossa maior em Luzimangues

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Governo do Estado reúne com multinacional de frigoríficos para discutir implantação de desossa maior em Luzimangues
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O Governo do Estado promoveu uma reunião com representantes de uma empresa frigorífica do Estado de Goiás, nesta quinta-feira (25), para discutir estratégias sobre a implantação de uma planta maior de desossa em Luzimangues. A unidade do Frigorífico Goiás em Palmas tem a capacidade de abate de mais de 100 cabeças de gado por mês.

Durante a reunião, os empresários do frigorífico compartilharam informações sobre a unidade em Palmas, que gera 42 empregos diretos, além da grande capacidade de abate de gados.

A empresa mencionou o projeto “Da Fazenda até a Mesa”, que envolve o monitoramento do rebanho desde a criação na fazenda até a comercialização do produto, garantindo sua qualidade. Eles expressaram o desejo de expandir a produção e implantar uma planta maior de desossa em Luzimangues, apresentando pleito de benefício fiscal para viabilizar essa expansão.

“Hoje temos 26 lojas no Brasil e nosso projeto é abrir mais sete lojas na Região Norte até o fim de 2024. Em Palmas, estamos operando desde o mês de dezembro e, com apenas cinco meses desde a inauguração, já estamos percebendo a necessidade de ampliação da nossa produção”,
explicou a empresária Natália Tomazini.

“Encontramos no Tocantins uma matéria-prima de excelente qualidade, isso nos possibilitou crescer rápido no mercado e nosso objetivo agora é implantar uma planta maior de desossa em Luzimangues, já temos o terreno e viemos aqui pleitear o benefício fiscal para que possamos expandir a empresa”, pontuou Natália.

Governo do Estado

O Secretário Carlos Humberto Lima explicou que o Programa de Industrialização Direcionada (PROINDÚSTRIA) foi instituído para promover a atividade industrial no Tocantins por meio da concessão de incentivos fiscais. Esses incentivos são concedidos mediante a aprovação de projetos industriais de instalação ou expansão apresentados ao Conselho de Desenvolvimento Econômico (CDE-TO).

O governo enfatizou o papel da iniciativa privada como impulsionadora do desenvolvimento econômico:

“O Governo entende que o desenvolvimento econômico ocorre através da iniciativa privada, que é a mola propulsora para o crescimento do Estado. O objetivo do nosso governador é mudar a realidade socioeconômica do Tocantins, criando oportunidades para o povo tocantinense que só irão existir através da empregabilidade gerada através da expansão das empresas já existentes e da atração de novas empresas”, finalizou.

 

Consequências 

A expansão do Frigorífico Goiás e a implantação de uma planta maior de desossa em Luzimangues podem trazer aspectos imensamente positivos ao Estado, mas também, acarreta diversos pontos negativos:

Positivos:

  • Geração de empregos: A expansão da empresa e a instalação de uma nova planta podem resultar em um aumento significativo no número de empregos diretos e indiretos na região. Isso pode impulsionar a economia local e fornecer oportunidades de trabalho para os residentes do Tocantins.
  • Desenvolvimento econômico: Com o crescimento das atividades do frigorífico, o estado pode experimentar um impulso econômico. A expansão das empresas existentes e a atração de novas empresas podem contribuir para o aumento da produção, investimentos e arrecadação de impostos.
  • Valorização da matéria-prima local: Ao destacar a qualidade da matéria-prima encontrada no Tocantins, como no caso da criação de gado, a empresa pode promover a valorização dos recursos naturais do estado. Isso pode estimular a produção local, a cadeia produtiva e a sustentabilidade no setor agropecuário.

Negativos:

  • Impactos ambientais: O aumento da produção industrial, especialmente em setores como frigoríficos, pode levar a impactos ambientais, como o consumo de recursos naturais, geração de resíduos e emissões de poluentes. É importante garantir que o crescimento seja acompanhado por práticas sustentáveis e mitigação dos impactos ambientais.
  • Concorrência com produtores locais: A expansão de grandes empresas pode afetar negativamente os produtores locais menores, que podem enfrentar dificuldades em competir com os preços e a escala das empresas maiores. Isso pode ter consequências para a economia local e a diversidade dos produtores agrícolas.
  • Dependência econômica: Se o estado se tornar excessivamente dependente de determinadas indústrias ou empresas, como frigoríficos, pode haver uma vulnerabilidade econômica caso ocorram mudanças no mercado ou na demanda. Diversificar a base econômica e promover diferentes setores industriais é fundamental para evitar uma excessiva dependência.

É importante ressaltar que os efeitos positivos e negativos podem variar dependendo de fatores como as práticas de gestão da empresa, o cumprimento de regulamentações ambientais, a integração com a economia local e outros aspectos relacionados à sustentabilidade e responsabilidade social corporativa.

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