18 de maio de 2024 07:35

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Mais segurança? Mortes violentas diminuem quase 16% no Tocantins, mas ocorrências ainda preocupam especialistas

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Mais segurança? Mortes violentas diminuem quase 16% no Tocantins, mas ocorrências ainda preocupam especialistas

Entre os anos de 2022 e 2021 a quantidade de mortes violentas no Tocantins diminuiu. Homicídios dolosos (com intenção de matar), por exemplo, latrocínios, lesões seguidas de morte e óbitos em decorrência de intervenções policiais, em 2020 foram 458 registros e 2021, 390 casos.

Os dados fazem parte do 16º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado nesta terça-feira (28), que apresenta ainda que o balanço apresentado na categoria Mortes Violentas Intencionais (MVI) representou uma redução de 15,8%.

Entre as mortes registradas neste período no estado, está o sobrinho de um morador que morreu na cidade de Monte do Carmo. Ele não quis se identificar, mas contou o que o parente foi esfaqueado e o suspeito fugiu logo após o crime. Por isso, ele destaca o medo que sente após a perda do jovem. “Se sente inseguro. Se ele está solto, deveria ser um cara bom, mas ele não é. Se já matou quatro pessoas, por que esse cara está solto?”, argumenta.

Em outra ocorrência que entra nesse balanço do Anuário, registrada em março do ano passado, uma mulher foi morta a facadas. O companheiro é o principal suspeito do crime e, segundo a família, ela já havia sido agredida pelo indivíduo em outras ocasiões.

Na capital, o número também reduziu entre os anos analisados com dados repassados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em 2020 ocorreram 103 mortes violentas intencionais, contra 70 de 2021, uma redução de 33,6%.

Situação ainda preocupa
Para Cássio Thione, representante do Fórum de Segurança Pública, os dados servem para analisar a situação e pensar em estratégias para reduzir as estatísticas de crimes. “Palmas não é a pior dentro desses níveis, mas também não é a melhor. Eu diria que esses números têm que servir para que a gente possa pensar em reduzi-los, que ainda são altos”.

“Pessoas envolvidas na gestão, na segurança pública, possam usar esse indicativo como uma forma de pensar se a tarefa de casa está sendo bem feita. Ou seja, fazer uma autocrítica sobre a atuação daqueles órgãos que estão relacionados diretamente à segurança pública”, recomenda o especialista.

Sensação de segurança divide opiniões

Alguns moradores consideram que Palmas ainda é uma cidade segura, se comparada a outras capitais. Mas outros não veem mais tanta segurança, como há alguns anos atrás.

“Acho que não é violenta. É bem segura comparada a outras que eu conheço”, relata o aposentado Emival Ribeiro.

O comerciante Welbert Miranda diz que se sente seguro, mas diz que a criminalidade aumentou nos últimos anos. “Aqui já foi bem mais seguro. Ainda me sinto, mas a gente percebe que a criminalidade tem aumentado muito”, diz.

O delegado Guido Camilo, da Delegacia de Homicídios da capital, explica que a redução nos homicídios está ligada ao início rápido das investigações. “A polícia imediatamente comunica o Poder Judiciário, que impõe algumas medidas restritivas ao autor. Então a vítima deve procurar a delegacia e relatar, que com certeza ela vai ter amparo”, finaliza Camilo.

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