Afogamentos no Tocantins: Estado já registrou 33 afogamentos neste ano e ações de prevenção são reforçadas para evitar mais mortes

Diante dos riscos nas águas de rios e balneários, o Corpo de Bombeiros criou um manual com normas técnicas para fiscalizar o cumprimento das regras de prevenção de afogamentos.

A temporada de praias nem começou no Tocantins, mas o número de afogamentos já é considerado alto para os primeiros seis meses do ano. Das 33 mortes registradas em 2022, três vítimas foram localizadas em rios do estado na última semana. No mês de junho, já são seis casos.

O pescador Reis Feitosa sabe bem os perigos que podem ter nas águas. Atuando há mais de 10 anos, ele relembra um dos momento em que, mesmo usando equipamentos de segurança para entrar no Lago de Palmas, pensou que iria morrer afogado. “Achamos que poderíamos atravessar e quando chegou no meio, os banzeiros estavam enormes. Foi realmente assustador. Temos um piloto que conseguiu dominar bem e colocar a embarcação na posição correta, mas fomos sair lá perto de Lajeado”, conta o pescador, se referindo aos fortes movimentos do lago.

A força da correnteza é preocupante nesta época do ano, e uma das possíveis causas para os últimos afogamentos. Há aumento nos registros anualmente, já que em 2021 houve 77 mortes dessa natureza e em 2020, 73 casos.

Diante dos riscos nas águas de rios e balneários, o Corpo de Bombeiros criou um manual com normas técnicas para fiscalizar o cumprimento das regras de prevenção de afogamentos por parte de administradores de praias públicas e particulares. Entre as determinações, as áreas de banho e com embarcações deverão ter sinalização.

 

Para auxiliar nessa fiscalização, os bombeiros treinam 356 guarda-vidas civis que devem atuar em serviço voluntário em praias de oito cidades.

“Sentiu-se a necessidade de intensificar a prevenção para diminuir o número de ocorrências. Então essa ação de formação da quantidade elevada de guarda-vidas para auxiliar os bombeiros vem nesse sentido de aumentar nossa prevenção e diminuir o risco e os graus de afogamento”, explica o tenente Danilo Neres.

Fonte: G1 Tocantins

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