O Distrito Federal é a unidade da federação com o maior salário médio do Brasil, segundo as Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora o relatório tenha sido publicado agora, os dados analisados são referentes ao ano de 2024.
De acordo com o levantamento, o salário médio pago pelas empresas com matriz no Distrito Federal foi de R$ 6.845,13, cerca de R$ 2,9 mil acima da média nacional, de R$ 3.932,45. O Rio de Janeiro aparece na segunda colocação, com remuneração média de R$ 4.501,35, seguido por São Paulo, com R$ 4.423,04.
O Tocantins ocupa a 13ª posição no ranking nacional, com salário médio de R$ 3.397,52, abaixo da média brasileira.
Veja o salário médio em cada estado
1. Distrito Federal — R$ 6.845,13
2. Rio de Janeiro — R$ 4.501,35
3. São Paulo — R$ 4.423,04
4. Rio Grande do Sul — R$ 3.841,48
5. Mato Grosso do Sul — R$ 3.798,16
6. Santa Catarina — R$ 3.777,55
7. Paraná — R$ 3.731,30
8. Mato Grosso — R$ 3.701,29
9. Amazonas — R$ 3.627,07
10. Rondônia — R$ 3.615,18
11. Roraima — R$ 3.565,09
12. Acre — R$ 3.464,80
13. Tocantins — R$ 3.397,52
14. Amapá — R$ 3.390,20
15. Minas Gerais — R$ 3.387,03
16. Espírito Santo — R$ 3.380,06
17. Goiás — R$ 3.318,35
18. Pará — R$ 3.297,83
19. Sergipe — R$ 3.167,43
20. Bahia — R$ 3.155,30
21. Rio Grande do Norte — R$ 3.131,49
22. Maranhão — R$ 2.999,87
23. Pernambuco — R$ 2.992,65
24. Piauí — R$ 2.987,94
25. Paraíba — R$ 2.969,49
26. Ceará — R$ 2.924,00
27. Alagoas — R$ 2.720,88
Média nacional: R$ 3.932,45.
O levantamento também mostra que parte dos setores que mais empregam no país oferece salários abaixo da média nacional. O comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, maior empregador do Brasil, concentra quase 10 milhões de trabalhadores assalariados e paga remuneração média de R$ 2.797,83 por mês.
Outro segmento de grande participação é o de atividades administrativas e serviços complementares, com mais de 5,7 milhões de empregados e salário médio de R$ 2.392,97.
Na outra ponta estão setores com menor participação no mercado de trabalho, mas que oferecem os maiores salários. Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais lideram o ranking, com média de R$ 9.678,61. Em seguida aparecem eletricidade e gás (R$ 8.539,07) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 8.430,55).
O CEMPRE também aponta que o Brasil encerrou 2024 com cerca de 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais, alta de 5,8% em relação ao ano anterior. Ao todo, essas organizações empregavam aproximadamente 68 milhões de pessoas, sendo 54 milhões de trabalhadores assalariados.
Outro destaque do estudo é a influência da escolaridade na remuneração. Trabalhadores com ensino superior receberam, em média, R$ 7.776,59 por mês, enquanto aqueles com formação até o ensino médio tiveram rendimento médio de R$ 2.742,41, uma diferença superior a R$ 5 mil.
O relatório também identificou diferença salarial entre homens e mulheres. Em 2024, os homens receberam salário médio de R$ 4.206, enquanto as mulheres tiveram rendimento médio de R$ 3.608,04, uma diferença de 16,6%.
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