Foto: Marcelo Goncalves

A Justiça de São Paulo autorizou, em decisão liminar, a saída temporária de Suzane Von Richthofen para cursar farmácia no período noturno, na Faculdade Anhanguera, em Taubaté, no interior de São Paulo. Ela foi condenada a 39 anos de prisão por ter matado os pais em 2002.

 

De acordo com informações, a decisão do desembargador relator José Damião Pinheiro Machado Cogan é da última sexta-feira, 10. Atualmente, ela cumpre regime semiaberto na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia de Tremembé, que fica a cerca de nove quilômetro da faculdade.

O Ministério Público apresentou um parecer contrário à saída da detenta, alegando que não seria possível garantir a sua segurança. Porém, para o Tribunal de Justiça, Richthofen cumpre os requisitos para frequentar o curso, apresentando um bom comportamento.

“Se o que a lei almeja é a reintegração social não há razão para que a mesma fique sem frequentar a faculdade onde conseguiu matrícula e financiamento de seu curso, tendo sido aprovada no Enem”, afirmou o desembargador na decisão.

Histórico

Suzane, que cumpre pena no regime semiaberto na P1 de Tremembé (SP), está entre os 263 presos de presídios do Vale do Paraíba que foram aprovados no Enem com a nota mínima para concorrer às vagas diretamente nas faculdades ou por programas de incentivo estudantil do governo federal.

A presa obteve a progressão do regime fechado para o semiaberto em outubro de 2015 e desde então tem benefício a saídas temporárias. Ela também pode deixar a unidade para trabalhar ou estudar, mas depende de autorização da Justiça.

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