O prefeito de Couto Magalhães, Júlio César Brasil, afirmou, em nota encaminhada ao Jornal Sou de Palmas, que presenciou parte da confusão que terminou com a morte do garçom Luciano Ferreira da Silva e Silva, de 29 anos, na tarde de domingo (19), na Praia de Porto Franco do Araguaia. Segundo o gestor, o policial civil Ronaldo Pereira Rocha teria ameaçado frequentadores com uma arma de fogo antes do disparo que atingiu a vítima.
De acordo com a nota, a confusão ocorreu durante a exibição da final da Copa do Mundo de Clubes em um telão instalado na praia. Conforme o prefeito, o policial discutiu com várias pessoas e, em seguida, foi até o próprio veículo, de onde retornou portando uma arma de fogo. Ainda segundo o relato, o agente passou a apontar a arma para as pessoas que estavam no local e a fazer ameaças.
O prefeito afirma que, durante uma luta corporal entre o policial e Luciano Ferreira, foi efetuado um disparo que atingiu o jovem. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Na nota enviada ao Jornal Sou de Palmas, Júlio César também informou que familiares de Luciano demonstram preocupação com a condução das investigações por envolver um policial civil. Segundo o prefeito, a família teme que haja corporativismo durante a apuração do caso. Ele acrescenta que, após o disparo, o policial deixou o local com a arma em punho, sem prestar socorro à vítima.
Ainda conforme o relato do prefeito, familiares informaram que o policial, que seria lotado em Gurupi, apresentou-se horas depois às autoridades no município de Guaraí. Essa informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
O prefeito classificou o assassinato como revoltante e destacou que a morte de Luciano provocou forte comoção em Couto Magalhães. Segundo ele, o jovem era conhecido e querido na cidade, e moradores, familiares e amigos aguardam que o caso seja esclarecido e que os responsáveis respondam na forma da lei.
A Secretaria da Segurança Pública informou anteriormente que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência. Em nota, a pasta confirmou que o disparo foi efetuado por um policial civil de folga durante uma luta corporal e informou que a Corregedoria-Geral da Segurança Pública acompanha o caso na esfera administrativa, enquanto a Polícia Civil investiga a dinâmica dos fatos e a eventual configuração de legítima defesa.
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